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Enem começa hoje para mais de 8 milhões diante de um cenário de manifestações

Exame ocorre para maioria dos inscritos em meio a cenário de protestos em 364 locais de prova, que levou o MEC a adiar processo de seleção para 240 mil estudantes em todo o país

05/11/2016 11h27 Atualizada há 4 anos
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Por: Redação
Alunos acampam no Estadual Central, em Belo Horizonte, onde outras 28 unidades de ensino são alvo de protestos
Alunos acampam no Estadual Central, em Belo Horizonte, onde outras 28 unidades de ensino são alvo de protestos

Diante de um cenário de manifestações em locais de prova, ações judiciais e medidas de reintegração de posse envolvendo 18 estados e o Distrito Federal, o governo federal manteve a realização hoje e amanhã do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para cerca de 8,5 milhões de estudantes. Mas foram adiadas para o início de dezembro as provas de 240,3 mil candidatos, escalados para os 364 locais – entre escolas, institutos e universidades – ocupados em protesto à PEC do Teto, que congela os gastos públicos por um período de 20 anos e à reforma do ensino médiio. Ontem, o Ministério da Educação (MEC) ainda cogitava acionar os estados para que a Polícia Militar reforce a segurança nos locais de realização dos testes. Em Minas Gerais, 60.659 estudantes deixarão de fazer as provas em 90 locais (29 em Belo Horizonte) – o que colocou o estado no topo do ranking de instituições atingidas e alunos afetados pelo adiamento do exame para 3 e 4 de dezembro.

O MEC não descartou a possibilidade de adiar o Enem em mais locais a partir de hoje, caso haja risco aos participantes ou alguma situação que atrapalhe a aplicação das provas. “A avaliação das condições de segurança e inviolabilidade do exame serão avaliadas localmente por cada coordenador, para que possa ter certeza de que está garantida a segurança daqueles que vão se submeter ao Enem”, disse o ministro da Educação Mendonça Filho. “Nem que o número possa crescer para 300 mil, 500 mil candidatos, mas que se tenha a certeza que todos que se submeterão ao Enem na primeira leva possam ter a tranquilidade de entrar no local de prova com a certeza que estão num local seguro”, acrescentou.

 


Nessa sexta-feira, o governo ainda trabalhava com a possibilidade de início de novos protestos na madrugada de hoje, o que inviabilizaria a realização da prova nesses locais. Caso isso ocorra, os estudantes farão a nova prova em 3 e 4 de dezembro, com os demais inscritos. Caso os estudantes façam o primeiro dia de prova e sejam impedidos de fazer o segundo, eles farão apenas o segundo o dia de prova na nova data. De acordo com o MEC, os critérios de correção do Enem garantem o mesmo grau de dificuldade e nenhum estudante será prejudicado. Os novos locais de prova serão informados aos candidatos que tiverem o exame cancelado com a devida antecedência para que possam se organizar, assegurou Mendonça Filho.


O ministro da Educação voltou a afirmar que a decisão de adiar as provas nos locais ocupados foi a mais acertada, pois mudar o local da prova poderia levar a uma mudança da ocupação. “Como ficaríamos nessa situação? Ficaríamos numa mudança quase que ilimitada e infindável.” Não serão afetados os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Ceará, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. Ao todo, o exame tem 8.627.248 inscritos, dos quais 2,79% não farão as provas marcadas para hoje e amanhã.

AÇÃO EM MINAS No fim da tarde de ontem, o Ministério Público Federal (MPF/MG) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuizaram ação civil pública para que a Justiça Federal obrigue a União e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a manter a realização das provas do Enem para todos os inscritos no estado, hoje e amanhã, ainda que o local programado para a realização das provas esteja ocupado por estudantes.Além disso, a ação requer que o Estado de Minas Gerais adote as medidas administrativas necessárias, de forma pacífica, em consonância com o Termo de Compromisso assinado na terça-feira para viabilizar a realização das provas em todos os lugares previamente definidos. Até o fechamento desta edição, a Justiça Federal não havia se manifestado sobre a ação.
 

Reintegração de posse O Paraná é o segundo estado com mais unidades de ensino afetadas pelo movimento dos estudantes: 77. Ontem, a Polícia Militar começou a cumprir os mandados de reintegração de posse de todos os locais. Atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a juíza Patrícia de Almeida Gomes Bergonse, da 5ª Vara da Fazenda Pública, autorizou a medida em 66 escolas de Curitiba. Até o fechamento desta edição, as ações de reintegração ainda não haviam sido concluídas. Em terceiro, está o Espírito Santo, com 43. (Com agências)

Protestos em Minas

» Belo Horizonte
11 escolas estaduais
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – Câmpus Pampulha:
Biblioteca Universitária
Centro de Atividades Didáticas 
(CAD) 1 e 2
Centro Pedagógico
Colégio Técnico (Coltec)
Escola de Ciência da Informação
Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Escola de Engenharia
Escola de Veterinária
Fac. de Fil e Ciências Humanas (Fafich)
Faculdade de Farmácia
Faculdade de Letras (Fale)
Faculdade de Odontologia
Hospital Veterinário
Instituto de Ciências Exatas (Icex)
Instituto de Geociências (IGC)

» Conceição do Mato Dentro
2 escolas estaduais

» Contagem
1 escola estadual

» Diamantina
2 escolas estaduais

» Divinópolis
2 escolas estaduais
Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)

» Espinosa
1 escola estadual

» Ituiutaba
2 escolas estaduais
Universidade Federal de Uberlândia (UFU)

» Januária
1 escola estadual
Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Norte de Minas (Ifet)

» Juiz de Fora
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) – Instituto de Ciências Humanas

» Mariana
Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS)
Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA) UFOP

» Monte Azul
2 escolas estaduais

» Montes Claros
1 escola estadual

» Ouro Branco
Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) – Câmpus Alto Paraopeba
Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) – CÂmpus Ouro Preto antigo
Cefet
Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) – Câmpus Morro do Cruzeiro:
Faculdade de Direito
Escola de Minas
ICEB I
Bloco de Salas de Aulas

» Paracatu
2 escolas estaduais

» Pirapora
Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG)

» Poços de Caldas
1 escola municipal
3 escolas estaduais

» Santa Luzia
1 escola estadual

» São João del-Rei
UFSJ – Câmpus Santo Antônio – Prédios Principal, Mecânica e Elétrica
UFSJ – Câmpus Dom Bosco – Prédios Principal e do Depto. Ciências Naturais
UFSJ – Câmpus Tancredo de Almeida Neves – Prédios Central, da Zootecnia, de Ciências Econômicas, Reuni e Reuni III

» Uberaba
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) – Centro Educacional

» Uberlândia
14 escolas estaduais
Universidade Federal de Uberlândia (UFU) – Câmpus Santa Mônica

» Unaí
7 escolas estaduais
Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes)

Obs.: Algumas unidades registram protestos em mais de um bloco ou prédio

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