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Obesidade é mais comum em mulheres, segundo pesquisa

Especialista alerta para riscos da doença, explica porque as mulheres são mais acometidas e orienta como o paciente pode tratar o sobrepeso

21/11/2022 14h10
Por: Redação Fonte: Agência Dino
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, celebrado no último dia 11 de outubro, foi instituído pela Lei nº 11.721/2.008, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção à obesidade. De acordo com o Ministério da Saúde, 96 milhões de brasileiros estão com sobrepeso. 

Além disso, o público feminino é o que mais tem sofrido com isso, segundo dados da PNS (Pesquisa Nacional de Saúde), do Ministério da Saúde, que mostra que 62,6% das mulheres estão obesas ou com excesso de peso.

O médico Dr. Pablo Melo, pós graduado em Obesidade e Sarcopenia e membro da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade, explica que a obesidade é um fator de risco para o surgimento de várias outras doenças, como o câncer, doenças inflamatórias sistêmicas, como diabetes tipo 2, aterosclerose, doenças cardiovasculares e doenças neurológicas. 

Segundo Melo, esse crescimento está relacionado ao comportamento alimentar e ao não controle da queda hormonal que acontece na mulher no período do climatério e menopausa.

 “A queda hormonal vai desregular todo o metabolismo da mulher, onde hormônios que favoreciam a queima de gordura estarão em menor quantidade, aumentando a retenção, acúmulo de gordura e diminuição da disposição”, afirma o médico, ainda destacando que esses fatores contribuem para o surgimento da compulsão alimentar e aumento do peso, quando não acompanhado por uma perspectiva nutricional e hormonal.

O médico orienta que algumas formas de tratar a obesidade consistem em diminuir a resistência insulínica, controlar a inflamação crônica não infecciosa, modular neurotransmissores, elevar a saciedade e regular o hipotálamo, ajudar o corpo fazer lipólise e diminuir a criação de gordura, elevar o metabolismo e termogênese, modular tireóide e hormônios, controlar marcadores sanguíneos e inflamatórios, regular o sono e dores, resultando assim, tanto na perda de peso quanto na saúde da paciente.

Ainda de acordo com Dr. Melo, é preciso observar a pessoa, tratá-la integralmente, avaliando e regulando a saúde e não apenas como uma pessoa com excesso de peso, pois um corpo saudável e equilibrado em todos os aspectos dificilmente irá acumular peso.

“É imprescindível que o paciente seja avaliado como um todo. Na primeira consulta, fazer uma avaliação clínica e com bioimpedância, onde inicia com o foco em perda de peso e melhora dos níveis de saúde, seguindo para um check-up hormonal e metabólico, avaliando em torno de 30 a 80 exames”, finaliza o médico.

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