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Seinfra apresenta projeto do Rodoanel Metropolitano para comunidade de Contagem

Moradores do bairro Nascentes Imperiais participaram do encontro que teve o objetivo de ouvir demandas e aprofundar diálogo sobre a proposta

02/06/2022 10h55
Por: Redação Fonte: Secom Minas Gerais
Seinfra / Divulgação
Seinfra / Divulgação

O projeto do Rodoanel Metropolitano foi apresentado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) , na noite desta quarta-feira (1/6), a moradores do bairro Nascentes Imperiais, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O encontro buscou esclarecer dúvidas e entender as críticas da população.

Cerca de 150 moradores compareceram. Uma das principais dúvidas é sobre processo de desapropriação dos imóveis inseridos no traçado diretriz do Rodoanel.

Para o presidente da Associação de Moradores do bairro Nascentes Imperiais, Geraldo Edluz de Campos, a reunião serviu para levar à população informações corretas e atualizadas sobre o projeto.

“A gente está vivendo aqui um problema muito grande, que é a falta de informação dos moradores. E agora, com a palavra oficial do governo, o pessoal vai ter a certeza do que é correto. A obra é polêmica, vai mexer com a residência das pessoas, então o que aconteceu aqui hoje foi muito válido”, completa Campos.

A mesma opinião é compartilhada pela moradora Sônia Damásia, que reside no bairro há cerca de dez anos e chegou ao encontro com muitas incertezas sobre o que vai ocorrer com a população. “A maioria das pessoas queria a reunião para saber sobre o traçado, sobre a indenização. Elas estão muito ansiosas no bairro. Mas deu pra dar uma tranquilizada, saber que o secretário Fernando Marcato está aberto ao diálogo”, ressalta.

Traçado

Durante a apresentação, o secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Fernando Marcato, detalhou pontos importantes do projeto e explicou que o traçado definitivo e a identificação dos imóveis a serem desapropriados serão obtidos após a elaboração do projeto executivo de engenharia.

Marcato também enfatizou que o processo ainda vai demorar alguns anos, mas que o diálogo com a população é uma prioridade e, por isso, está sendo feito com bastante antecedência para ouvir e dar voz a todos os envolvidos. “Esta é a nossa segunda reunião aqui, mas não a última. A Seinfra está inteiramente à disposição para construir o diálogo e fazer o melhor para a população”, concluiu.

O encontro também contou com a presença do subsecretário de Transportes e Mobilidade da Seinfra, Gabriel Fajardo, e representantes das secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) e de Desenvolvimento Social (Sedese) ; da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (ARMBH) ; e da Defensoria Pública de Minas Gerais.

Participação

Desde o início da estruturação do projeto para construção do Rodoanel Metropolitano a Seinfra promoveu duas consultas públicas que, juntas, ficaram no ar por 115 dias e receberam mais de 750 contribuições formais.

Nesse período, a Seinfra realizou oito audiências públicas, que contaram com centenas de participações de membros da sociedade civil, gestores municipais, representantes de associações de moradores e entidades ambientais. Todos os encontros foram transmitidos pelo Youtube e continuam disponíveis para consultas.

Em paralelo às audiências, foram realizadas pelo menos 75 reuniões que discutiram de forma pormenorizada os aspectos técnicos do projeto com todos os grupos interessados. Além disso, para aprofundar a discussão do ponto de vista ambiental, um seminário virtual de dois dias foi realizado com especialistas no tema e transmitido pela internet. O site do projeto recebeu mais de 70 mil visitas e consultas aos estudos.

Benefícios

O Rodoanel ligará alguns dos principais polos econômicos de Minas Gerais, ampliando a malha viária do estado com melhoria na qualidade de vida da população e garantindo melhores vias de acesso. A região do Anel Rodoviário ficará, portanto, mais livre para a circulação de veículos coletivos e individuais, sendo possível a significativa redução no número de acidentes e maior agilidade no tráfego.

Entre os diversos reflexos positivos esperados estão o aumento do PIB da RMBH entre 7% e 13% em dez anos e a diminuição das emissões de CO2 em quase 10% devido à existência de uma nova via que diminui os tempos de deslocamento e a quantidade de congestionamentos, permitindo maior eficiência e redução das cargas poluidoras dos veículos.

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